Recursos de
Acessibilidade:  
Tecle Alt+1 : ir ao conteúdo Tecle Alt+2 : ir ao mapa do site Texto menor Texto maior Contraste                 
 
Santa Cruz das Palmeiras, 14 de dezembro de 2017 | COMO CHEGAR ATÉ NÓS ATRAVES DE SUA LOCALIZAÇÃO:
Vereadores
José Antonio Zanatta - PP
17ª LEGISLATURA

Presidente Atual
José Antonio Zanatta
Antônio Candido de Oliveira - Antônio Carlos Zanfolin - PTBCelina Maria da Silva Rizzi - PSDBFabiano Pavani - DEM
Giovana Marangon Dias da Silva - DEM
Jaime Agnaldo dos Reis - PTBJaime José Piram - José Ricardo Bellezi - PSDB
Luís Carlos Pereira dos Santos - PV
Silmaro Olegário da Silva - PTB
HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

Webline Sistemas

rea da unidade territorial: 295,338 Km2.
Localização no Estado: Nordeste
Latitude: 21º 49’ 36’’
Longitude: 47º 15’ 3’’
Altitude: 644m
Clima: tropical
Mata Atlântica: 2.760 hectares
Reflorestamento: 186 hectares
Número de habitantes: 29.932

 

Santa Cruz das Palmeiras de 1850 ao século XXI

1850-1876
Ocupação do território e fundação 
Manoel Valério do Sacramento

Os lavradores de café que demandam de Campinas a Franca sentem a força das terras roxas entre os piscosos Rios Mogi Guaçú e Jaguari, envolvidos por farta e luxuriante vegetação, cheia de palmeiras. É um convite ao desbravamento, à aventura, aos que anseiam o início de uma epopéia em desconhecidas terras.
Tem início a ocupação do território.
Destemidos fazendeiros e posseiros já se assentam nessas paragens com o objetivo primordial de cultivar café. Um jovem casal desperta seu espírito para as paradisíacas vistas de amplos horizontes e a fertilidade do solo virgem. São os primos Carlos Augusto e Maria Eugênia Monteiro de Barros. A fazenda, Palmeiras, depois São Carlos.
Em Casa Branca, os açorianos que se haviam instalado, desde 1815, para romper o mundo selvagem em busca de terra boa para plantio e habitação, começam a desistir da empreitada e muitas famílias partem para Curitiba com a mesma intenção. Mas, alguns intrépidos chefes de famílias com ímpeto de verdadeiros exploradores, resistem à desistência e pernanecem. Dentre eles, Manoel Valério do Sacramento – que viria, mais tarde, a liderar um novo núcleo para, quem sabe, iniciar um novo tempo, um novo mundo... – sua esposa Teodora Cândida e seu filho Antonio.
Em 1867, com a conclusão da estrada de ferro Santos a Jundiaí pelos ingleses da São Paulo Railway Company, os paulistas superam o maior obstáculo à exportação do café: a Serra do Mar.
Com elevado espírito cristão, Manoel Valério dirige o erguimento de uma capela, embrião de um povoado, em local não tão longe da Biquinha, no Córrego das Palmeiras, onde tropeiros e burros de carga descansavam ao usar o caminho de Pirassununga a Casa Branca e que, muito antes, estivera no roteiro dos bandeirantes em busca de riquezas nas Minas Gerais, do ouro em Cuiabá e pedras preciosas no Goiás.
Em 3 de maio de 1876, a Capelinha é inaugurada.
Um marco. Um começo.
O pequeno povoado passa a ser denominado Santa Cruz dos Valérios.

1877- 1888
A Capela de Santa Cruz
A chegada da Companhia Mogyana
De Capela à Freguesia
Crispim de Abreu, o primeiro presidente
da Casa de Leis palmeirense, toma posse

As insignes famílias de João Baptista de Barros Leite, João de Carvalho Barros, José dos Santos Correia e Raimundo de Araújo Macedo, pioneiros, doam parte de suas propriedades – quatro alqueires e uma quarta – para compor o patrimônio da Capela de Santa Cruz das Palmeiras.
As estradas de ferro impulsionam o desenvolvimento para o interior da Província, na esteira do café. A Companhia Mogyana, em 1882, chega à Fazenda da Lage.
Na região, fazendas despontam na produção do café: a Palmares, de Antonio Álvares Penteado – que a recebera em 1873 de seus pais, ao completar 21 anos; a Santa Veridiana, do Conselheiro Antonio da Silva Prado – que ganhara de sua mãe, Veridiana Prado, em 1868, como presente de casamento; a Aurora, de João Carlos Leite Penteado, 19 anos, que a recebera como presente de núpcias, ao desposar Anna Mathilde, 14 anos – com quem teve uma prole de 21 filhos; a Palmeiras, de Maria Eugênia Monteiro de Barros; a Maracajú, de Antonio Martiniano de Moura Albuquerque... A mão-de-obra escrava predomina, mas sente-se a gradativa mudança por trabalhadores brancos, imigrantes vindos da Itália em sua grande maioria, colonos livre que executam todos os serviços na lavoura cafeeira.
O povoado cresce em número de habitantes e moradias. Seus líderes, na Assembléia Legislativa da Província, reivindicam a elevação da Capela de Santa Cruz das Palmeiras à categoria de Freguesia.
E conseguem o seu intento a 10 de agosto de 1881, através da Lei nº 146, sancionada pelo Conde de Três Rios, Vice-Presidente da Província.
Em 1883, o jornalista holandês C.F. Van Delden Laren, perito em café, elege a Fazenda Santa Veridiana como a sétima mais produtiva do país. Um terço de sua mão-de-obra constitui-se de trabalhadores livres europeus.
Fervorosos católicos, os moradores festejam a Provisão criando a Paróquia de Santa Cruz das Palmeiras, desmembrando-a do território da Matriz de Casa Branca, em Ato assinado por Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo de São Paulo e integrante do Conselho de Sua Majestade.
Para um desenvolvimento ordenado, após incessante batalha política para fugir, de vez, ao jugo de Casa Branca, ratifica-se a Lei Providencial nº 48, de 20 de março de 1885, elevando a Freguesia à categoria de Vila, conseguindo Santa Cruz das Palmeiras a sua autonomia político-administrativa, a 3 de maio de 1886, com a instalação, em casa do bravo Francisco de Araújo Gouveia, da Câmara e posse de seus vereadores. A ata da eleição foi lavrada pelo secretário José Bicudo de Almeida e o fazendeiro Antonio Chrispim de Abreu, proprietário da Fazenda Santa Clara – que para cá viera em 1870 – eleito, torna-se o primeiro presidente da Casa.
A 27 de março de 1888, o Subdelegado Lucas José de Alvarenga Freire apela ao Presidente da Província, Dr. Francisco de Paula Rodrigues Alves, no sentido de elevar o efetivo policial visto que, nos dias santificados, as aglomerações causavam transtornos às autoridades da Vila: os escravos deserdados das fazendas, numerosos, respirando a liberdade, tomavam conta das ruas e, com a enorme afluência dos italianos moradores nas colônias, os distúrbios se intensificavam. Entretanto, por falta de contingente na Capital, torna-se impossível ao governo provincial atender a solicitação.

1889-1902
Os italianos destacam-se na comunidade

Os italianos começam a sobressair na comunidade. Egressos, em sua maioria das Províncias de Piemonte, Vêneto e Lombardia, ao norte, e, também, de Campânia, Calábria e Sicília, ao sul e, em menor escala, da Toscana e Lacio, transformam-se em comerciantes na cidade que, a cada dia, cresce e sente-se enriquecida com os novos moradores que só falam a própria língua. A 1º de agosto de 1892, com discursos, música e fogos de artifício, a Companhia Paulista liga o ramal de Pirassununga a Santa Cruz das Palmeiras, inaugurando as estações de Santa Silvéria e a citadina de Santa Cruz.
A Comunidade cresce.
Em 18 anos de existência atinge a casa dos 18 mil habitantes.
O vigário Cônego Bento Antonio de Souza e Almeida celebra a primeira missa e abençoa a nova Igreja Matriz da Paróquia de Santa Cruz.
A 26 de julho de 1894, em razão de seu brilhante estágio de desenvolvimento, através da Lei nº 306, Santa Cruz das Palmeiras é alçada à categoria de Comarca com a posse do seu primeiro Juiz de Direito, Dr. Octaviano da Costa Vieira.

1903
A febre amarela
Padre Luiz Bartholomeu: mártir palmeirense

No início do século XX, em 1903, mais uma grande tragédia se abate sobre a tranqüila cidade: a febre amarela assola a população, liquidando um sem número de pessoas que sucumbem ante o apetite voraz dessa implacável e mortal epidemia. Santa Cruz das Palmeiras conhece, aí, o seu mártir: o Padre Luiz Bartholomeu de Oliveira Camargo. Nascido em Campinas a 24 de agosto de 1869, o Padre Bartholomeu foi nomeado Pároco em Santa Cruz das Palmeiras em 30 de janeiro de 1898; dois anos após, enfrentou, sozinho, a febre amarela na cidade. Enquanto todos fugiam da cidade, com medo e receio da contaminação o herói palmeirense torna-se a única figura, insólida e esolitária, que fica para confortar os doentes e vítimas da peste, socorrendo a todos, destemido e com fé inabalável, cumprindo de maneira fantástica e sobrenatural seus dotes de sacerdócio.
Exemplo digno de qualidades cristãs de mais alta concepção, o Padre Luiz Bartholomeu lutou até a morte contra o terror e a fatalidade, indestrutível mal que assolou o povoado. Faleceu, em decorrência da contaminação da doença, a 19 de maio, deixando seu nome e sua honra gravados a ouro na história da comunidade palmeirense.

1904-1925
A população chega a 21 mil habitantes
A ascensão do comércio
Cafezais dominam as terras palmeirenses
Condessa Monteiro de Barros

Extensos e bem cuidados cafezais dominam as terras palmeirenses e sua laboriosa população ultrapassa os 21 mil habitantes – 17 mil na zona rural –, constituída, em sua maioria, por colonos italianos devotados ao trabalho agrícola. O comércio é forte, com importantes armazéns de secos e molhados e casas importadoras. Na indústria artesanal e familiar, quatro cervejarias, duas fábricas de massas alimentícias, uma de charuto, de “azeite” de mamona, de botas. E, mais: ourives e joalheiros. No comércio de tecidos, dominam os sírio-libaneses. 
Em 1906, com milhões de pés de café em franca produção, em 70 propriedades agrícolas, Santa Cruz das Palmeiras torna-se o segundo maior produtor de café do Estado de São Paulo.
A instrução pública é ministrada por várias escolas, três públicas e algumas particulares, separadas por sexo e, uma delas, somente com aulas ministradas em língua italiana.

Os Salettinos
Pedra Fundamental da nova Igreja Matriz
Homenagem póstuma a uma personagem viva

Começam a surgir as associações paroquiais, e a Condessa Maria Eugênia Monteiro de Barros elabora um projeto arquitetônico – pelo alemão Joseph Fischer – da nova Igreja Matriz, com sua pedra fundamental sendo lançada a 27 de dezembro de 1909, em solenidade dirigida pelo Pároco de Santa Cruz, o francês Augustin Poncet, Missionário de Nossa Senhora da Salete.
Agostinho Poncet, auxiliado pelo vigário, o suíço Affonso de Bovier, também missionário salettino, em gesto de reconhecimento ao carinho da comunidade cristã católica da cidade, ao deixar a paróquia em 1914, doam para a Paróquia de Santa Cruz a imagem francesa de Nossa Senhora de La Sallete, doada em testamento, na condição de que nunca fosse levada a um outro lugar, a não ser aos altares da então nova Matriz que estava sendo projetada/construída.
Com a direção dos festejos a cargo do Pároco José Vingelli, a 29 de dezembro, com todas as pompas e circunstâncias, a Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus é inaugurada, prestando-se uma homenagem póstuma à Condessa Maria Eugênia, que entretanto, vivia na França, em Paris, onde veio a falecer a 10 de maio de 1925, sem ver a sua grande obra concluída na cidade que viu crescer, ajudou a fundar e conduzir ao progresso.

1929
Com a queda da cotação do café,
agricultores
passam a diversificar as culturas

O ano, para os produtores de café, começa com uma superprodução.
Nos Estados Unidos da América, o otimismo da Era do Jazz e a prosperidade dos anos espatifam-se no solo às 12 horas do dia 29 de outubro, com a quebra da Bolsa de Valores de New York.
A cotação do café cai vertiginosamente. A sociedade brasileira é duramente atingida e Palmeiras, de modo implacável, sente a crise. O comércio cai a níveis baixíssimos e os grandes fazendeiros abandonam a cultura de café e alguns partem para as promissoras cidades ao noroeste do Estado e o norte do Paraná. Os agricultores passam a diversificar as culturas, com predominância do algodão.


1942-2001
Lentamente, o Município reencontra
a marcha do progresso
A indústria canavieira

O município reencontra a marcha do progresso, embora lentamente, graças ao algodão que passa a ter uma máquina para beneficiá-lo, à Avenida XV de Novembro, esquina com a Rua Dr. Brito Pereira.
Como cultura permanente, a laranja avança nas terras palmeirenses e passa a ser a maior fonte de economia do Município, exportando sua produção para o exterior, diretamente da estação ferroviária de Santa Cruz ao Porto de Santos.
Com declínio da exportação da fruta cítrica, a ferrovia que transportava riquezas, e, ora passageiros, em 1965, é desativada.
O setor mais forte da economia palmeirense é a agro-indústria, com destaque para a Usina São Luiz, do Grupo Dedini, com sede no Município de Pirassununga. A cana de açúcar passa a imperar e o Município, essencialmente agrícola, mantém sólido o seu comércio, e a safra açucareira passa a absorver mão-de-obra sem especialização, em sua maior parte, de oriundos da região Nordeste do País.
Com 25.556 habitantes, comum quarto dela nas escolas, a cidade carece de cursos profissionalizantes modernos – como o de informática – e necessários estudos devem ser formulados no sentido de construir mais salas de aula para o futuro próximo. Os colégios privados são de excelente nível e as escolas públicas também levam a bom termo a sua tarefa.
A comunidade cria e mantém entidades assistenciais para cuidarem de área e educação específicas. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE – é reconhecida como entidade modelo no atendimento às pessoas portadoras de deficiência, inclusive no âmbito estadual.
O meio ambiente sofre com as atividades vinculadas à cultura canavieira, especialmente quanto à poluição através de agro-tóxicos e em queimadas próximas ao perímetro urbano, além de sérios problemas com a conservação e manutenção dos mananciais.
Apesar do grande número de habitações populares construídas nos últimos anos, ainda existe um déficit de moradias.

A estrutura do Serviço de Assistência Social da Prefeitura torna-se, às vezes, insuficiente para atender a necessidade do amplo e vasto número de imigrantes de Estados nordestinos que na cidade, acomodam-se em situações precárias de higiene, habitação e saúde. O sério problema social enfrentado pelo órgão público neste aspecto provoca-lhe desgaste considerável, esgotando suas forças na solução do impasse. Por motivos culturais e sociais, a cidade passa a enfrentar uma onda de violência, concentrada, em sua maior parte, na periferia, e, em especial, entre culturas diferentes da paulista, oriundas do norte e nordeste do país, gerando insegurança na população e desestabilizando métodos e ações de prevenção. Várias campanhas, pelas escolas e poderes públicos, são levadas a efeito, com boa repercussão e com resultados positivos, trazendo sensível melhora e mudança do quadro panorâmico de violências que até então imperava na cidade.
O município continua à espera de uma industrialização que venha e possa elevar o nível e o padrão de vida de seus moradores.

 

 







melhor utilizado Firefox - Chrome - Ie9 ou superior
















Próxima Sessão

06ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA


Plenário José Deperon Filho

Dia 13/12/2017 19:00 Horas

Contratos
Agenda de Eventos
Concursos Públicos
Resumo Anual de Atividades
Galeria Multimídia
Galerias
2017 © Todos os direitos reservados